Obtenha um Orçamento Gratuito

Nosso representante entrará em contato com você em breve.
E-mail
Celular/WhatsApp
Nome
Nome da Empresa
Mensagem
0/1000

Como selecionar equipamentos SVG compatíveis com a capacidade das usinas elétricas?

2026-01-27 13:07:29
Como selecionar equipamentos SVG compatíveis com a capacidade das usinas elétricas?

Avaliação das Necessidades de Potência Reativa de Usinas Elétricas para Dimensionamento Preciso de SVG

Relacionando o Perfil de Carga, a Robustez da Rede e a Demanda Dinâmica de VAR

Obter o tamanho correto para um sistema SVG depende principalmente de três fatores que atuam em conjunto: como a carga varia ao longo do tempo, a robustez da rede elétrica (medida por algo chamado Índice de Curto-Circuito — SCR) e quais são as necessidades do sistema em termos de potência reativa em determinado momento. Considere instalações industriais onde as cargas apresentam grandes flutuações, como usinas siderúrgicas que operam fornos de arco elétrico de grande porte. Esses locais frequentemente registram variações na potência reativa superiores a 40% a cada poucos segundos. Isso significa que o sistema SVG precisa reagir extremamente rápido, normalmente em cerca de 20 milissegundos, apenas para manter as tensões estáveis. Quando as redes não são tão robustas (SCR inferior a 3), todas essas mudanças repentinas provocam problemas de tensão mais acentuados. Nesses casos, as instalações precisam de sistemas SVG aproximadamente 25 a 30% maiores do que os necessários em redes mais robustas. Um estudo recente publicado pelo IEEE em 2023 revelou também um dado interessante: verificou-se que, quando se ignoram distorções harmônicas acima de 8% de THD, há uma tendência a subdimensionar os sistemas SVG em cerca de 18%. E qual é o resultado? Os bancos de capacitores falham mais precocemente quando ocorre uma queda de tensão.

Estudo de Caso: Dimensionamento Dinâmico de SVG em um Parque Eólico de 200 MW com Previsão a cada 15 Minutos

Um operador de energia renovável otimizou a implantação de SVG utilizando previsão da geração eólica a cada 15 minutos, correlacionada com dados históricos de congestionamento da rede. Isso permitiu substituir o tradicional margem de segurança de 35% por uma reserva direcionada de 12%. A solução compreendia:

  • Unidades modulares de SVG com capacidade total de 48 MVAR
  • Integração em tempo real com o sistema SCADA, compatível com a norma IEC 61400-25
  • Algoritmos de controle adaptativos que ajustam dinamicamente a compensação reativa com base nas taxas de rampa previstas

O resultado foi uma redução de 67% nos incidentes de desvio de tensão e uma utilização de 92% da capacidade instalada de SVG — demonstrando como a análise preditiva alinha com precisão o suporte dinâmico de potência reativa ao comportamento real da usina.

Definição de Especificações Técnicas com Base na Conformidade com a Rede e nas Restrições do Sistema

Limites de Harmônicos, Tolerância a Flutuações de Tensão (IEC 61000-2-2) e Requisitos de SCR

As especificações técnicas dos sistemas SVG precisam estar alinhadas às regulamentações reais da rede elétrica e aos requisitos elétricos específicos de cada local de instalação. Manter a distorção harmônica abaixo de 5% de distorção harmônica total no ponto de conexão comum (PCC) ajuda a prevenir problemas como superaquecimento de transformadores e operação incorreta de relés de proteção. De acordo com a norma IEC 61000-2-2, a tensão pode variar em ±10% durante eventos transitórios, como a partida de motores ou a eliminação de falhas, o que evita o cintilamento de luminárias e mantém toda a estabilidade do sistema. A razão de curto-circuito (SCR) também desempenha um papel fundamental na determinação do tamanho do SVG. Quando os valores de SCR caem abaixo de 3, as instalações normalmente exigem cerca de 20 a 30% mais capacidade de potência reativa apenas para manter níveis adequados de tensão durante interrupções inesperadas. O não atendimento dessas normas pode levar à desconexão forçada da rede elétrica ou à aplicação de multas por parte dos órgãos reguladores; portanto, definir corretamente esses parâmetros por meio de modelagem detalhada é absolutamente essencial antes da implantação de qualquer solução SVG.

Principais Requisitos de Conformidade

Parâmetro Limite Consequência da Não Conformidade
Distorção Harmônica (THD) < 5% no PCC* Danos aos equipamentos, disparo de relés
Flutuação de voltagem ±10% (IEC 61000-2-2) Violações de cintilação, instabilidade
Razão de Curto-Circuito (SCR) ≥3 (rede forte) Suporte inadequado a faltas, tempo de inatividade
*PCC = Ponto de Acoplamento Comum

Garantindo a Integração Perfeita de SVG com a Infraestrutura Existente da Subestação

Resolvendo a Incompatibilidade de Relés Legados por meio da Interface GOOSE IEC 61850-9-2

Os relés de proteção antigos tendem a dificultar a integração de sistemas SVG, pois utilizam seus próprios protocolos de comunicação especiais. A solução surge na forma de mensagens GOOSE conforme a norma IEC 61850-9-2, que permitem uma transferência de dados extremamente rápida entre esses relés mais antigos e os novos controladores SVG. Estamos falando de tempos de resposta inferiores a 4 milissegundos sobre conexões Ethernet convencionais, e o melhor é que não há necessidade de substituir nenhum hardware. Para quem trabalha em ambientes de alta tensão, as conexões por fibra óptica resolvem o problema da interferência eletromagnética, que pode comprometer os sinais. Além disso, segundo recentes normas setoriais de 2023, adotar implementações padronizadas de GOOSE reduz o tempo de configuração em cerca de metade, comparado aos métodos tradicionais. O que torna essa abordagem tão atraente é que ela permite às empresas continuarem utilizando sua infraestrutura existente de relés, ao mesmo tempo em que obtêm todos os benefícios de um gerenciamento rápido e sincronizado da potência reativa em todo o sistema.

Benefícios das Unidades SVG Modulares e Dimensionáveis para Implantação por Fases

As arquiteturas modulares SVG suportam implantação em etapas, alinhada ao crescimento da planta e à evolução da carga. As vantagens incluem:

  • Otimização de capital : Inicie com unidades de 10–20 MVAR e aumente a capacidade progressivamente conforme a geração se expande
  • Continuidade Operacional : Módulos substituíveis sob carga permitem manutenção sem desligamento completo do sistema
  • Agilidade tecnológica : Atualizações em fases posteriores incorporam novos firmwares de controle ou eletrônicos de potência sem necessidade de redesign
  • Eficiência de Área Ocupada : Projetos compactos ocupam 40% menos espaço do que os SVGs convencionais (Relatório Grid Solutions de 2024)

A implantação por fases garante que a compensação reativa corresponda aos perfis reais de carga — evitando investimentos excessivos onerosos, ao mesmo tempo que preserva a estabilidade de tensão durante toda a expansão. Configurações dimensionáveis possibilitam também redundância N+1 em subestações críticas para a missão.

Perguntas Frequentes

O que é um sistema SVG?
Um sistema SVG, ou Gerador Estático de Var, é um dispositivo utilizado para melhorar a estabilidade de tensão, fornecendo ou absorvendo rapidamente potência reativa conforme necessário.

Por que a relação de curto-circuito (SCR) é importante para o dimensionamento de SVG?
A relação de curto-circuito (SCR) indica a robustez da rede. Valores mais baixos de SCR exigem sistemas SVG maiores devido às flutuações de tensão mais significativas.

Como a análise preditiva melhora a eficiência do SVG?
A análise preditiva ajusta a capacidade do SVG com base na produção prevista e no comportamento real do sistema, resultando em desempenho otimizado e redução do desvio de tensão.